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Domingo, 28 Abril 2013 04:00

Com que tralha eu vou?

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Sempre que estamos prestes a embarcar para pescarias na região amazônica, nos vem aquela famosa pergunta:  o que levar?  É normal esta dúvida, já que estamos falando de uma região que possui tamanha diversidade, e que nos leva a passar horas analisando e adequando nossos equipamentos de pesca.

Na verdade, acredito que nosso desejo seria levar tudo o que conseguirmos colocar nas malas, contudo quase sempre utilizamos o transporte aéreo para atingirmos os melhores pontos de pesca, muitas vezes voando em aviões de pequeno porte,  o que limita  significativamente nossa bagagem. 

Depois de muitas viagens tentando ajustar minhas necessidades com a limitação imposta pelas aeronaves,  cheguei  a uma tralha de pesca que considero a mínima necessária para este fim , sem ter problemas com as companhias aéreas. 

-MALAS: evite levar malas grandes e rígidas , sempre que possível utilize bolsas menores (tipo de lona) elas são mais fáceis de acomodar em pequenas aeronaves, também são melhores para guardar nos camarotes dos barcos. 

-TUBOS DE VARAS: são indispensáveis para proteger nossas varas nos aviões, mas se for possível dividir um tubo para cada dois  companheiros, é o ideal. 

-TRALHA DE PESCA 

-02 varas de 6 pés, de 25 libras, ação média/rápida

-01 vara de 5.6 pés, de 17 libras, ação média

-01 vara de 6.6 pés, de 80 a 120 libras 

As carretilhas ou molinetes devem ser compatíveis com as varas (no meu caso sempre levo quatro: uma Shimano  Calcuttá 700, uma Curado 201 , uma Calcuttá 51 e uma Quantum Accurist AC 501). Levo as carretilhas cheias de linha; nas menores, usadas na pesca de arremesso ,linha multifilamento  0.28 ,com líder de  fluorcarbono 0.50. Na carretilha maior, linha monofilamento 0.80 ou 0.90. Para todas as carretilhas levo uma carga de linha reserva, alem do fluorcarbono para refazer os líderes, que são fundamentais quando utilizamos multifilamento. 

ISCAS ARTIFICIAIS 

-Devem ser acomodadas em caixas plásticas transparentes e podem ser levadas nas malas sem riscos de danos. 

-Devemos levar em conta que o comportamento dos peixes pode se alterar muito, por isso devemos diversificar nossas iscas. Os tamanhos mais usados estão entre 9 e 13 cm, quanto às cores acredito que cada um tem suas preferências mas algumas são clássicas ( branco com vermelho , verde, preto com prata). As ações das iscas podem ser de superfície ( poper, stick, hélice, zara ) ou as de sub-superfície, que nos últimos tempos têm se destacado por sua eficiência. As iscas de meia água também têm seu lugar, principalmente em ocasiões em que o peixe esta menos ativo, nestas situações nada como  uma isca de barbela trabalhada lentamente para fazer os tucunas atacarem. Por último, vamos falar dos jigs que têm arrancado grandes troféus nos últimos tempos. Outrora pouco utilizados na pesca de tucunarés e outros peixes , os jigs  são iscas extremamente versáteis,  podendo ser empregados em várias situações. 

ANZÓIS E CHUMBADAS 

Os anzóis mais utilizados para os peixes de couro na Amazônia são os tradicionais anzóis em forma de J, ou seja, os bons e velhos do tipo mustad, nos tamanhos 5/0 até 12/0, sempre encastoados em aço flexível ou rígido, conforme o gosto pessoal.Nos últimos tempos os anzóis circulares ou circle hooks  têm sido muito divulgados como alternativa ecologicamente correta, uma vez que seu formato proporciona quase sempre a fisgada no “canivete”, evitando assim que seja engolida ,o que para o pesque e solte é essencial. 

Quanto às chumbadas, normalmente as pousadas as incluem no pacote ou as vendem aos pescadores. Consulte antes de viajar, assim você reduzirá o peso de sua bagagem. 

ROUPAS e ACESSÓRIOS 

Devem ser leves e de cor clara preferencialmente de material que seja fácil para secar( tactel ou suplex).  Muitos destinos de pesca, sejam barcos ou pousadas, oferecem serviços de lavanderia, e isto facilita muito, pois diminui  a quantidade de roupa necessária para usar durante a pescaria. 

Não devemos esquecer o protetor solar, repelente, óculos polarizados, chapéus ou bonés, além dos medicamentos de uso eventual ou diário. 

Acredito que, com um pouco de conhecimento da região e orientação dos destinos de pesca, poderemos equacionar nossa tralha para não exagerarmos nas quantidades e termos o necessário para pescarmos com tranquilidade.

Autor:Ailton Salgado

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